31 outubro 2007

Loop com mini moto

Sera que o Cebolinha come acelga?

Sujeito no Banheiro


O cidadão está no banheiro de um botequim fazendo suas necessidades quando vê algo escrito na porta, com letras bem miúdas.

Força a vista e nada. Aí ele vai se aproximando, se aproximando, se aproximando e finalmente consegue ler:
"Volta para a privada, ô otário! Está caindo tudo fora!"

A vaca matrix

Calango - Animacao

Seguindo o titulo do Blog, fica ai um vídeo feito por alunos de Pos-graduação em Modelagem Digital e Animação.

A Copa do Mundo de futebol eh nossa...


A tao aguardada Copa do Mundo no Brasil eh realidade....

E agora?!?! Sera que nosso futebol ira melhorar com isso? Nao dentro de campo, afinal temos um dos melhores times do mundo se não o melhor... Mas o futebol brasileiro(campeonato) não tem uma das melhores organizações. Clubes falidos, estádios caindo aos pedaços, negociações de jogadores "estranhas".

Acorda CBF, sediar uma copa nao eh soh oba-oba.

Apoio a Copa e acredito que o futebol brasileiro soh tem a ganhar com isso, mas tem muito trabalho a ser feito.

Pra comemorar nossa conquista, fica ai um video dos nossos astros, que dão show em campo e que encantam milhões de apaixonados mundo afora.


Frase do Dia



Eu sempre me importei com a beleza interior da mulher.
Uma vez dentro... beleza.


TPM !!!!!!!!! Mantenha-se DISTANTE!

KKKKKKKK
Muuuuuuuuuuuuuuito boa!!!
Para os sobreviventes da TPM !!!! :O
-vídeo em inglês-




TPM no estacionamento!





Supermercado!! Um lugar que até mesmo sem TPM é um saco!


Poema em linha reta - Fernando Pessoa


Para quem que, como eu, também está cansado de toda a hipocrisia do mundo!

Dedico esse texto para todos que sofrem da crise do Achismo, por estarem sempre certos, e procurarem resolver o ''problema'' dos outros por incapacidade de resolver seus próprios!!

Poema em linha reta


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.


E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.



>>Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)

Morre Lentamente...


'Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo. Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar. Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o escuro ao invés do claro E os pingos nos “is” a um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos e os corações aos tropeços. Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte, ou da chuva incessante. Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, nunca pergunta sobre um assunto que desconhece e nem responde quando lhe perguntam sobre algo que sabe. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho ou amor, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos... Evitemos a morte em suaves porções, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples ar que respiramos.'


>>>Pablo Neruda