
" Caracteristicamente, nós, homens e mulheres, temos uma visão fantasiosa do processo evolucionário. Talvez por nossa espécie ser dona do sistema nervoso mais complexo de um ser vivo, consideramos nosso aparecimento na Terra o objetivo final da evolução. É como se a vida tivesse evoluído a partir das bactérias mais primitivas com o único propósito de atingir o momento supremo da criação há 5 milhões de anos, com o nascimento de nossos antepassados diretos nas savanas da África. Essa visão centrada no homem (antropocêntrica) não tem respaldo científico. Se fosse para eleger a forma de vida que deu mais certo entre nós, seríamos obrigados a escolher as bactérias, seres unicelulares que estão aí há 3,5 bilhões de anos, enquanto nós mal acabamos de chegar. Diante da natureza, somo apenas uma das 30 milhões de espécies que povoam o planeta na atualidade. O sucesso ou fracasso ecológico de uma espécie nada tem a ver com a importância que ela atribui a si mesma. "
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